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Censo nacional de garça-branca-grande – 20 e 21 de janeiro 2018

O portal avesdeportugal.info vai organizar o 1º censo nacional da garça-branca-grande (Ardea alba). Este censo irá decorrer nos dias 20 e 21 de janeiro. Sendo esta a primeira edição, o principal objetivo será o de obter uma primeira estimativa do número de garças-brancas-grandes que invernam em Portugal e, acima de tudo, perceber quais os locais mais importantes para a sua invernada.

QUEM PODE PARTICIPAR?
Neste censo poderão participar todas as pessoas interessadas, sendo que o único requisito que pedimos é que saibam identificar uma garça-branca-grande.

COMO IDENTIFICAR A GARÇA-BRANCA-GRANDE
A garça-branca-grande ocorre quase sempre perto de água e apresenta três características principais:
– tamanho muito grande, semelhante ao de uma Garça-real (Ardea cinerea)
– plumagem totalmente branca
– bico longo e amarelo.

Esta garça pode confundir-se com duas outras espécies de ardeídeos que ocorrem em Portugal: a garça-branca-pequena (Egretta garzetta), mas esta espécie apresenta bico preto e não amarelo, e a garça-boieira (Bubulcus ibis), porém esta espécie é muito mais pequena, a plumagem apresenta frequentemente tons alaranjados e o seu bico é muito mais curto, além de que ocorre frequentemente longe de água.

Sugerimos a consulta às fichas do portal Aves de Portugal das três espécies mencionadas, onde se encontra uma descrição mais detalhada de cada espécie:
– Garça-branca-grande
– Garça-branca-pequena
– Garça-boieira
Pode também familiarizar-se na identificação de garças através de centenas de fotografias destas espécies na galeria multimédia do eBird.

ONDE PARTICIPAR?
Dado que a garça-branca-grande frequenta habitats com água, são estes locais que mais interessa visitar, nomeadamente:
– zonas húmidas costeiras (estuários, rias e lagoas)
– campos agrícolas inundados, como restolhos de arroz
– zonas húmidas interiores, como pauis e albufeiras

COMO PROCURAR?
Há duas formas de contabilizar estas garças: nos dormitórios e nos locais de alimentação. À partida não sabemos qual dos métodos é mais eficaz, até porque nem todos os dormitórios são conhecidos, por isso sugerimos uma abordagem mista.

Assim, em locais onde saiba da existência de um dormitório de ardeídeos (garças) poder-se-á aproveitar o facto de as garças estarem todas a descansar juntas para se fazer a contagem. Aqui é necessário distinguir bem as espécies, pois muitos dormitórios tendem a congregar mais de uma espécie. Isto poderá ser realizado ao início do dia quando as aves deixam o dormitório mas, o mais aconselhado, será ao fim do dia quando as aves se dirigem para o mesmo. Esta estratégia funciona como complemento às prospeções que façam nos locais de visita.

Paralelamente, podem ser prospectados os locais de alimentação, onde as garças passam uma grande parte do dia, em busca de alimento.

COMO PARTICIPAR?
Para participarem neste censo bastará responderem a esta publicação com o nome e o local que têm interesse em prospetar no dia do censo. À semelhança do censo da águia-pesqueira haverá locais considerados hotspots para a garça-branca-grande, uma vez que, em termos históricos costumam concentrar um grande número de indivíduos. Nestas zonas, é nossa intenção que haja uma equipa local organizada por um coordenador, no sentido de se conseguir visitar toda a área e prevenindo a duplicação de aves. Os hotspots para a espécie e os coordenadores já definidos serão:
– Ria de Aveiro — Pedro Moreira
– Vale e foz do Mondego — a definir
– Estuário do Tejo (lezíria) — Pedro Inácio
– Estuário do Tejo (margem sul) — Daniel Raposo
– 
Estuário do Sado — a definir
Em complemento a este censo, pedimos, se possível, que registem também todos os colhereiros e cegonhas-pretas que encontrem durante o dia.

Participe, divirta-se e se possível insira as suas observações no PortugalAves/eBird. Ajude-nos a contabilizar as garças-brancas-grandes que invernam em Portugal!

Foto: Garça-branca-grande, de Daniel Raposo